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Anexo:Países desenvolvidos legalizaram o aborto
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==Argumento: Países desenvolvidos legalizaram o aborto== Para completar a tríade de argumentos utilitaristas, há o argumento de que muitos países ‘desenvolvidos,’ como Portugal, Espanha, França, Alemanha, Itália, Estados Unidos, Canadá, Finlândia e outros europeus, legalizaram o aborto, ao passo que países subdesenvolvidos, como Líbia, Egito, Angola, Congo, Somália, Afeganistão, Venezuela, entre outros, proíbem completamente a prática do aborto. Como os países desenvolvidos são, supostamente, modelos a serem seguidos, então o Brasil deveria fazer o mesmo e legalizar o aborto. Não pensei que eu fosse precisar responder a este argumento, que, na verdade, sequer é um argumento, pois é uma junção de duas falácias: ad crumenam e ad populum. A primeira se refere a um pseudoargumento em que uma determinada posição é tomada como válida porque alguém mais privilegiado também o fez. Ou seja, pelo fato de os países mais ricos terem legalizado o aborto, as pessoas que defendem esse argumento o tomam como uma atitude válida e acham que o mesmo deve ser feito no Brasil. Já a segunda se refere ao apelo à popularidade. Assim, pelo fato de a maioria dos países ricos da Europa, por exemplo, terem políticas permissivas em relação ao aborto, as pessoas que defendem o “direito” de aborto o tomam como válido, também, apelando para a justificativa de que se muita gente (rica) concorda, então está certo e deve ser tomado como modelo. O problema desse pseudoargumento é que ele pode ser usado para justificar crimes como a escravidão, por exemplo, que era algo bastante comum nos Estados Unidos e em vários países da Europa há alguns séculos, e para aquela época, estes países eram bastante ricos. Por esse argumento, se a maioria desses países (ricos) tem uma política permissiva em relação a escravidão, então certamente a escravidão é um direito e não há problema algum em praticá-la. É possível usar o mesmo argumento para defender que o holocausto é algo que deve ser feito e apoiado porque a Alemanha de Hitler o fez e, naquela época, com ascensão do regime nazista houve um grande e rápido crescimento econômico, com diminuição da pobreza, aumento de produtividade, etc. Além disso, muitos cidadãos alemães da época apoiavam isso, ainda que sendo manipulados a acreditar que é algo correto. É fácil notar a incoerência em quem defende esse tipo de argumento, ainda mais se forem indivíduos com tendências à esquerda do espectro político, que provavelmente são contra a redução a maioridade penal no Brasil, por exemplo, pelos mais variados motivos, mas ignoram o fato de que os mesmos países que têm o aborto legalizado e são usados como exemplo têm a maioridade penal menor que a do Brasil. O argumento ad crumenam, para estas pessoas, só é usado para defender as pautas que convém. Se a mesma ideia for usada para defender que o Brasil deve seguir o exemplo dos países ricos que têm sua maioridade penal reduzida, provavelmente serão usados inúmeros apelos, dizendo que o governo não investe nisso ou naquilo, que o povo não tem educação, que esta não é uma medida que resolve o problema (como se o aborto o fosse), além dos inúmeros dados de origem duvidosa. De qualquer forma, como dito anteriormente várias vezes, para sintetizar a resposta a esse argumento, uma ação incorreta continuará sendo incorreta independente de quem a faça. Um roubo praticado por um morador de uma favela é tão errado quanto o roubo praticado por um empresário milionário que comete um crime de fraude, ou quanto o roubo praticado diariamente de forma legal e sistematizada pelos burocratas engravatados que compõe o que chamamos de Estado. Um aborto praticado por uma mulher numa clínica clandestina no Brasil é tão errado quanto um aborto praticado numa clínica regulamentada na Suécia. Não importam as condições em que a ação se dá, nem muito menos a características de quem a pratica ou do local em que ela vive, pois, a validade da ação é universal, independente de período histórico, classe social, posição geográfica ou PIB do país.
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