Editando
Anexo:Meu corpo Minhas Regras
(seção)
Ir para navegação
Ir para pesquisar
Aviso:
Você não está conectado. Seu endereço IP será visível publicamente se você fizer alguma edição. Se você
fizer login
ou
criar uma conta
, suas edições serão atribuídas ao seu nome de usuário, juntamente com outros benefícios.
Verificação contra spam.
Não
preencha isto!
===A embriologia=== Retornando, a mãe tem sim autonomia sobre seu corpo, porém, o feto não é seu corpo. Não é possível se chegar à conclusão de que a mãe deve ter o direito de realizar o aborto apenas a partir da premissa que ela é dona do corpo dela. Para que isso seja possível, será necessário que se prove que o feto (ou embrião, ou zigoto) é um componente do corpo dela e isso não pode ser feito. É possível constatar, através de estudos em embriologia, que o feto (ou embrião, ou zigoto) não faz parte do corpo da mãe, apesar de estar dentro ele. Após a fecundação do ovócito II (gameta feminino, célula haploide [contém metade do código genético]) da mãe pelo espermatozoide (gameta masculino, equivalente ao ovócito) do pai, há a fusão dos pronúcleos (os núcleos de cada célula haploide), formando o núcleo do zigoto (célula diploide, com a totalidade do código genético), contendo a nova informação genética, que é composta pela combinação das informações separadas em cada gameta<ref> GILBERT., Scott F. (2014). Developmental Biology. [S.l.]: Swathmore College and the University of Helsinki</ref>. Está formado o zigoto, um novo indivíduo biológico, um novo ser humano.<ref>Keith L. Moore, The developing human: Clinically Oriented Embryology, 7 ª edição. (Filadélfia, PA: Saunders de 2003), pp 16, 2.</ref><ref> Keith L. Moore, Before we are born: Essentials of embryology and birth deffects, 7 ª edição. (Filadélfia, PA: Saunders de 2008), p. 2.</ref><ref>Roa O’Rahill e Faiola Mülle, Human Embryology & Teratology, 3 ª edição. (New York: WileyLiss, 2001), p. 8.</ref><ref>Geraldine Lux Flanagan, Beginning Life. (New York: DK, 1996), p. 13.</ref> Não está em questão se o zigoto é um indivíduo dotado de direitos ou não, se ele se desenvolverá ou não. O fato em questão é o de que o zigoto é um indivíduo biológico à parte, uma outra vida, nova. A informação genética armazenada em seu núcleo é única, nunca existente antes em nenhum outro lugar do mundo. Também não está em questão se ocorrerá a nidação, processo no zigoto se anexa ao endométrio, que é o evento segundo o qual a medicina passa a considerar a gestação. Mesmo que não ocorra a nidação e que o zigoto seja perdido, houve a formação de um novo indivíduo biológico, um novo organismo. Isso não pode, porém, ser considerado aborto, pois não foi uma interrupção consentida da gravidez. A mulher não agiu para que isso ocorresse, foi apenas uma falha natural de um processo biológico. Isto posto, surge um questionamento: se a mãe pode realizar o aborto porque ela é dona do próprio corpo e, consequentemente, do feto – segundo o argumento –, então a partir de quando esse “direito” pode deixar de ser considerado? Se tal argumento for considerado válido, ignorando demais fatores, então não há diferença na realização do aborto no primeiro dia de gestação, ou no terceiro, ou na segunda semana ou no oitavo mês. Afinal, em todos esses períodos o feto está no útero da mãe, sua propriedade. Supondo que alguma alma perversa concorde que se pode realizar o aborto até o nono mês de gestação, o que impede, então, que a criança recémnascida seja morta? O que diferencia uma bebê de nove meses no ventre da mãe do mesmo bebê de nove meses fora do ventre da mãe, minutos depois? Analogamente, se eu sou dono da minha casa, isso me dá o direito de violar a propriedade de quem está dentro dela? Possíveis respostas para esta objeção seriam “o feto é um invasor”, ou “a mãe não consentiu com a entrada dele”, e estas serão respondidas mais para frente. Em síntese, afirmar que a mãe é dona do próprio corpo e, portanto, tem o direito de abortar o feto não faz sentido, é um salto lógico, pois a conclusão não deriva da premissa. Ignorando isso, é como se eu dissesse que sou dono da minha casa e posso matar quem estiver dentro dela. A mãe é sim dona do próprio corpo e ela teria de abortar o feto caso este fizesse parte do corpo, mas não faz, assim como um visitante não faz parte da minha casa. O feto é um ser à parte, um novo indivíduo biológico, com DNA completamente diferente de qualquer outro que já pisou na Terra, caracterizando-o como um novo ser vivo. Se ser dona do próprio corpo dá o direito de realizar o aborto, então dever-se-ia ser considerado válido abortar até o nono mês de gestação, uma vez que o feto continua “fazendo parte do corpo” da mãe até o momento do parto. Caso este argumento fosse rejeitado por quem defende o ponto de que a mulher é dona do próprio corpo e tem o direito de abortar – o que mostraria por si só que ele é inconsistente – e o defensor ainda persistisse que a mãe tem o direito de abortar, então teria que ser demonstrado a partir de que momento o feto deixa de ser uma entidade sem direitos e passa a ser um indivíduo dotado de direitos. A definição deste momento usando critérios científicos é, porém, arbitrária, como explicado anteriormente, pois implica em questões normativas. Dessa forma, o argumento defendido não pode ser válido.
Resumo da edição:
Por favor, note que todas as suas contribuições em Liberwiki podem ser editadas, alteradas ou removidas por outros contribuidores. Se você não deseja que o seu texto seja inexoravelmente editado, não o envie.
Você está, ao mesmo tempo, a garantir-nos que isto é algo escrito por si, ou algo copiado de alguma fonte de textos em domínio público ou similarmente de teor livre (veja
Liberwiki:Direitos de autor
para detalhes).
NÃO ENVIE TRABALHO PROTEGIDO POR DIREITOS DE AUTOR SEM A DEVIDA PERMISSÃO!
Cancelar
Ajuda de edição
(abre numa nova janela)
Menu de navegação
Ferramentas pessoais
Não autenticado(a)
Discussão
Contribuições
Crie uma conta
Entrar
Espaços nominais
Página
Discussão
português do Brasil
Visualizações
Ler
Editar
Ver histórico
Mais
Pesquisa
Navegação
Página principal
Mudanças recentes
Página aleatória
Ajuda do MediaWiki
Ferramentas
Páginas afluentes
Mudanças relacionadas
Páginas especiais
Informações da página