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===Ontologia === É possível classificar as árvores como “coisas” que nascem de outras árvores, seja qual for a forma de reprodução; crescem, se desenvolvem, fazem fotossíntese, amadurecem, ficam velhas e morrem; possuem folhas verdes e/ou amarelas, ou mesmo que não possuem folhas; um caule de madeira; podendo ser baixas, altas, com raízes grandes ou pequenas, dos mais variados formatos; com ou sem frutos, dependendo da estação do ano em que for observada, da iluminação a que ela está sujeita e da interpretação das cores pelo cérebro do indivíduo. Uma árvore podada com a finalidade de ter sua aparência modificada a fim de agradar seu proprietário não deixa de ser uma árvore em sua essência, apenas porque sua aparência está diferente da que tinha anteriormente. Além do mais, todas as árvores são diferentes, mesmo aquelas de uma mesma espécie. Ainda que possuam o mesmo DNA, não serão a mesma árvore, certamente terão números diferentes de células, poderão dar um número diferente de frutos, seus metabolismos funcionarão de forma diferente, poderão se comportar de maneira diferente aos estímulos do ambiente, além de realizarem diferentes relações ecológicas com outras plantas e animais do meio. Em outras palavras, à rigor, todas as árvores, ou, extrapolando, todos os seres são diferentes de tudo o que se pode conhecer, mesmo daqueles que são ditos participantes de sua classe, na medida em que cada ser é único, estritamente inigualável. A igualdade é um conceito inexistente no mundo material. Por mais que se tente imaginar dois corpos iguais, por exemplo, dois prótons de hidrogênio (H+) a uma temperatura de 0 Kelvin, ainda assim, cada um deles ocupará um lugar diferente no espaço e, portanto, não terão os mesmos atributos. Se não têm os mesmos atributos, não são iguais. Isso é apenas para demonstrar que a igualdade não existe no mundo físico. Ora, se as árvores estão sujeitas a mudanças temporais, morfológicas, fisiológicas e perceptivas, além das diferenças entre as espécies, ou, de forma mais geral, se todos os seres são expressamente diferentes entre si; como podemos definir suas existências? O universo da existência e da definição estão melhores determinados quando tratamos de uma classe de objeto, em vez de quando tratamos de um objeto particular<ref>Vieia, S. O livro Γ da Metafisia de Aristóteles: ontologia - a ciência do Ser enquanto Ser, Princípios: Revista de Filosofia (UFRN), 2014), pg. 156 15 Heehe, L. Otologia I, ª ediço, Floiaópolis, Filosofia/EAD/UFSC.</ref>, pois cada ser possui seu conjunto próprio e único de particularidades, propriedades, atributos. É necessário que se faça tal distinção por classe ontológica (ou, para simplificar, por espécie) porque caso seja analisado apenas o padrão de comportamento instantâneo do ser para determinar se ele é um indivíduo ou não, pessoas dormindo, em coma, sob efeito de certas drogas ou que possuírem certo grau de retardo mental não seriam indivíduos, pois não estariam exercendo sua faculdade mental plenamente naquele momento. Platão diria, por exemplo, que cada ser particular faz parte de um conceito maior, uma ideia geral, um conjunto universal que o abrange e abrange todos os demais seres particulares com as mesmas particularidades. Ou seja, o conjunto é uma forma pura, a essência da coisa em questão, enquanto os particulares são espécimes, exemplares sujeitos a modificações externas<ref>Heehe, L. Otologia I, ª ediço, Floiaópolis, Filosofia/EAD/UFSC.</ref>. Assim, a árvore “X” que está no meu quintal é apenas um espécime, assim como cada uma das centenas de outras árvores “X” que estão no Central Park agora também são. Todas elas fazem parte de uma mesma categoria ontológica, na medida em que a essência “árvore X” é a mesma, apesar de as substâncias apresentadas no campo material serem diferentes. Apesar de as árvores poderem apresentar mudanças singulares ao longo do tempo, tanto nelas próprias quanto entre outras árvores, sua essência não é alterada até que ela deixe de existir como tal, como quando morrem naturalmente ou são cortadas para servir de matéria prima para um móvel, por exemplo. Assim, uma árvore que perde uma folha não deixa de ser uma árvore em sua essência, bem como um broto nascente também não o faz. Uma árvore comprida que foi pintada de branco e é usada como poste de iluminação não perde sua essência, apesar das alterações externas. De modo igual, uma borboleta é ela própria desde seu nascimento, desenvolvimento larval, crescimento na forma de lagarta e metamorfose até atingir seu estágio final de borboleta. Não surge daí um outro animal, novo. Trata-se do mesmo, diferindo apenas no estágio. Pode-se inferir que uma borboleta não é uma borboleta enquanto é uma lagarta, mas sim que é, de fato, uma lagarta. Ora, pouco importa a forma com que denominamos o ser, muito menos a forma com que o ser é percebido pelos outros seres. O cerne da questão é o ser enquanto ser, sua essência. Da mesma forma, uma jovem com quatro, doze, vinte e oito ou setenta e três anos; um homem sem braço, ou com Síndrome de Down, ou um idoso com diabetes, ou um recémnascido, ou um homem sem olhos, ou um feto, ou uma mulher paraplégica; todos são seres humanos e, portanto, são indivíduos por essência. Dizemos, então, que todos fazem parte da mesma categoria ou classe ontológica: a de indivíduos de direito, cuja essência está no campo formal, não no material – ou, em outras palavras, está no númeno, não no fenômeno<ref> Fenômeno se refere ao que é percebido nas experiências, através dos sentidos, isto é, ao que nos é mostrado pelo ser, aquilo a que temos acesso. Já o númeno se refere ao ser enquanto ser, sua própria essência, seu interior. Não é possível conhecer o númeno de um objeto, ou seja, sua essência de fato, mas sim apenas o seu exterior, a forma com que ele é sentido.</ref> – e, portanto, não importa o que é nos apresentado para os sentidos. É possível que se objete que, seguindo esta linha de raciocínio, um embrião de galinha seria uma galinha, uma semente seria uma árvore, uma larva seria uma borboleta, um minério de ferro seria uma espada, ou qualquer outra variação de “um [coisa antes] seria um [coisa depois]”. O argumento geral é ridicularizado caso seja apenas avaliado a questão material, concreta, sem levar em conta a essência, o formal. A substância destas coisas é a mesma desde o momento em que passaram a existir, enquanto a parte física é mutável. Quando se afirma que um feto é um indivíduo bem como um humano adulto, não se quer dizer que ambos são fisicamente tão iguais entre si quanto outros dois indivíduos adultos; mas sim que ambos possuem a mesma essência, e, portanto, os mesmos direitos, independentemente das condições concretas, da aparência, do fenômeno. Assim, fica claro que, apesar das inúmeras diferenças físicas entre um feto e um indivíduo adulto, além das diferenças presentes entre os próprios indivíduos adultos, – diferenças estas presentes no mundo concreto –, suas essências são exatamente as mesmas, pois, ambos fazem parte da mesma classe ontológica, são indivíduos dotados de direito. Portanto, sendo o feto um indivíduo dotado de direito, provocar sua morte é uma violação de propriedade (lembre-se que o corpo é propriedade do indivíduo) e, portanto, é uma ação antiética. Como o aborto, definido no começo como interrupção voluntária da gravidez antes que o feto possa sobreviver fora do útero, é uma ação que causa a morte do feto, ele é, dessa forma, uma ação antiética e não deve ser praticado. Além do mais, como demonstrado por Hans-Hermann Hoppe, usar o corpo para argumentar a favor de qualquer tipo de agressão é contraditório na prática, visto que os direitos de propriedade já são pressupostos antes mesmo de a atividade argumentativa dar início, sendo eles condições formais desta<ref>Sobre a ética argumentativa, ler Hoppe, H-H., Economics and Ethics of Private Property: Studies in Political Economy and Philosophy, Ludig o Mises Istitute, Auu, , ª ediço, ap. </ref>. Em outras palavras, alguém que faz isso estaria pressupondo que direitos de propriedade existem e são válidos, e em seguida argumentaria que eles podem ser desrespeitados. Isto faz tanto sentido quanto eu afirmar que estou morto, ou quanto eu propor que proposições não existem, ou escrever uma carta que afirma que cartas não existem, ou eu escrever aqui que artigos sobre aborto não existem. Dessa forma, qualquer um que se posicionar a favor do aborto, ou a favor do suposto direito de abortar, cairá em uma contradição prática, pois ao argumentar, estará assumindo que os indivíduos têm autopropriedade e em seguida dirá que ela pode ser violada. Como é sabido que uma proposição contraditória não pode ser verdadeira, a defesa do aborto como uma prática legítima é intrinsicamente inválida. Isto posto, veremos agora as respostas para os argumentos próaborto. Começarei pelos mais comuns, propagados pela mídia e compartilhado pelas pessoas em redes sociais e terminarei com os menos comuns, mas que ainda assim merecem atenção.
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