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Anexo:Aborto continuará acontecendo
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''Artigo de argumento para o [[Aborto]]'' ==Argumento: Aborto continuará acontecendo== Além dos já apresentados, outro argumento consequencialista é o de que o aborto continuará ocorrendo, mesmo caso seja proibido, e, portanto, é perda de tempo lutar contra ele, pois é uma realidade que não se alterará apenas por conta de uma lei ou da opinião das pessoas. Além disso, segundo o argumento, o fato de ele continuar ocorrendo de forma clandestina faria com que os riscos à vida da mãe fossem maiores também, pois a clínica não teria os equipamentos nem a garantia da realização de um procedimento ‘seguro’, o que seria plenamente resolvido caso o Estado garantisse isso. Afinal, nada melhor que delegar a sistematização de um crime à quem já tem grande experiência com isso, não? Novamente, como o argumento anterior, este pode ser usado para justificar qualquer outro crime. Se o aborto não deve ser proibido porque isso é perda de tempo e ele continuará acontecendo, então o roubo também não deve ser criminalizado, porque ele continuará acontecendo e é perda de tempo reclamar. O assassinato também. Latrocínio, fraude, tortura, estupro, pedofilia, abandono, extorsão, receptação e qualquer outro crime também continuarão acontecendo, mesmo com leis dizendo que eles são proibidos. Além do mais, ao parar para pensar, fica claro que as leis que criminalizam essas ações só existem porque tais ações são passíveis de serem executadas. Ora, não faria sentido proibir algo que não poderia ocorrer. Seria como propor uma lei que criminaliza o ato de estar de pé e não estar de pé ao mesmo tempo. É ilógico criminalizar isso, pois é algo impossível de ser feito. Assim, fica clara a contradição se é afirmado que o aborto não deveria ser criminalizado porque continuaria acontecendo, visto que isso implica que uma ação só deve ser criminalizada caso não seja feita, mas, como já foi demonstrado, não há sentido numa norma que proíbe algo que não é feito. Sobre a questão de as mães sofrerem por conta das más condições das clínicas clandestinas, novamente, o mesmo argumento pode ser usado para defender a descriminalização do roubo, pois os bandidos fazem isso em condições precárias, muitas vezes tendo que usar violência, se arriscando nas ruas, correndo risco de assaltar alguém armado e levar tiro. A possível objeção seria a de que não é possível comparar um aborto a um roubo, pois, segundo a incrível subjetividade de quem propõe isso, o argumento só é válido para os crimes que lhes convém. Além do mais, ainda que as más condições fosse algo a ser levado a sério, já mostrei antes, também, que a validade de uma ação não é determinada nem modulada pelas circunstâncias as quais o agente está submetido. Dessa forma, mais um argumento é mostrado inválido. Caso ele seja válido, então qualquer outro crime também pode ser descriminalizado, pois continuarão acontecendo e porque as condições as quais os criminosos se submetem são, em grande parte das vezes, terríveis (o que é, aliás, um juízo de valor subjetivo do próprio agente) e desumanas. Se for dito que isso não se aplica a outras ações, mas apenas ao aborto, dever-se-á demonstrar o motivo de a natureza da agressão decorrente de um aborto é diferente da natureza de qualquer outra agressão. Repare que eu disse natureza, ou seja, dizer que são ações diferentes porque os meios usados são diferentes não é um argumento válido. Afinal, qualquer ação feita por indivíduos diferentes é distinta, pois os recursos usados não são os mesmos. ===Bônus: “Se você é contra o aborto, não aborte” === Dando continuidade à série de argumentos capazes de justificar qualquer crime, temos o argumento de que alguém que é contrário ao aborto poderia simplesmente continuar vivendo sem abortar e sem interferir em quem deseja realizar essa prática. Outra vez, repetitivamente, a mesma posição pode ser adotada por alguém que rouba, dizendo “se você é contra o roubo, não roube, mas não interfira no direito de alguém fazêlo”; e o mesmo vale para qualquer outro crime. É possível estender esse pensamento para qualquer ação. “Se você é contra fumarem dentro do elevador, não fume. Se você é contra jogarem lixo na rua, não jogue. Se você é contra falarem alto na biblioteca, não fale. Se você é contra som alto a noite, não toque. Mas, por favor, não interfira no direito que essas pessoas têm de fazer isso.”<ref>Vale ressaltar que, uma vez que tais lugares são privados, os usuários devem seguir as normas estabelecidas pelo proprietário. Então, se não houver uma norma que proíba alguém de fumar no elevador, não é errado fazê-lo, visto que foram implicitamente aceitados os riscos de se estar ali, por mais que saibamos que pode ser prejudicial à saúde.</ref> ==Referências== <references/> [[Categoria: Anexo]]
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